quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Deixa-me olhar...





"Noites sem ti

Onde eu me perco"










"E saber que me amas

Mas mesmo assim"








"Deixa-me perguntar

Se gostas de mim

Nas noites que eu passo sem ti"




Intemporalidades




Personagens:
Todo-o-Mundo: rico mercador, arrogante e vaidoso

Ninguém: pobre, modesto e humilde.

Belzebu e Dinato: diabos que escutam a conversa entre Todo-o-Mundo e Ninguém e tecem comentários espirituosos, fazem trocadilhos, procurando evidenciar temas ligados à verdade, à cobiça, à vaidade, à virtude e à honra dos homens.


* * *

Entra Todo o Mundo, rico mercador, e faz que anda buscando alguma cousa que perdeu; e logo após, um homem, vestido como pobre. Este se chama Ninguém e diz:

Ninguém: Que andas tu aí buscando?

Todo o Mundo: Mil cousas ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando

por quão bom é porfiar.

Ninguém: Como hás nome, cavaleiro?

Todo o Mundo: Eu hei nome Todo o Mundo
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.


Ninguém: Eu hei nome Ninguém,
e busco a consciência.


Belzebu: Esta é boa experiência:
Dinato, escreve isto bem.


Dinato: Que escreverei, companheiro?

Belzebu: Que Ninguém busca consciência.
e Todo o Mundo dinheiro.


Ninguém: E agora que buscas lá?

Todo o Mundo: Busco honra muito grande.

Ninguém: E eu virtude, que Deus mande
que tope com ela já.


Belzebu: Outra adição nos acude:
escreve logo aí, a fundo,
que busca honra Todo o Mundo
e Ninguém busca virtude.


Ninguém: Buscas outro mor bem qu'esse?

Todo o Mundo: Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fizesse.


Ninguém: E eu quem me repreendesse
em cada cousa que errasse.


Belzebu: Escreve mais.

Dinato: Que tens sabido?

Belzebu: Que quer em extremo grado
Todo o Mundo ser louvado,
e Ninguém ser repreendido.


Ninguém: Buscas mais, amigo meu?

Todo o Mundo: Busco a vida a quem ma dê.

Ninguém: A vida não sei que é,
a morte conheço eu.


Belzebu: Escreve lá outra sorte.

Dinato: Que sorte?

Belzebu: Muito garrida:
Todo o Mundo busca a vida
e Ninguém conhece a morte.


Todo o Mundo: E mais queria o paraíso,
sem mo Ninguém estorvar.


Ninguém: E eu ponho-me a pagar
quanto devo para isso.


Belzebu: Escreve com muito aviso.

Dinato: Que escreverei?

Belzebu: Escreve
que Todo o Mundo quer paraíso
e Ninguém paga o que deve.


Todo o Mundo: Folgo muito d'enganar,
e mentir nasceu comigo.


Ninguém: Eu sempre verdade digo
sem nunca me desviar.


Belzebu: Ora escreve lá, compadre,
não sejas tu preguiçoso.


Dinato: Quê?

Belzebu: Que Todo o Mundo é mentiroso,
E Ninguém diz a verdade.


Ninguém: Que mais buscas?

Todo o Mundo: Lisonjear.

Ninguém: Eu sou todo desengano.

Belzebu: Escreve, ande lá, mano.

Dinato: Que me mandas assentar?

Belzebu: Põe aí mui declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo o Mundo é lisonjeiro,
e Ninguém desenganado.

(Auto da Lusitânia - Gil Vicente)

Foi escrito em 1532,
mas podia tão bem ser escrito agora...

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Cada vez...



... gosto mais destes logotipos temáticos do Google!

e já agora... Parabéns à Rua Sésamo!




sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Blame it on the moon...






quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Just...




terça-feira, 3 de Novembro de 2009

I'm just tired...


I'm tired.


Tired of feeling lost, afraid, misunderstood.


Tired of wondering if I'm letting someone down by the choices I've made.


I'm tired.


Tired of getting my feelings hurt, my ego bruised, my heart broken.


Tired of showing these varmin called emotions.


I'm tired.


Tired of being me, of being weak.


Tired of trying to be this person I cannot see.


I'm tired.


Tired of all the pain, all the struggle I've put upon myself.


Tired of not being the person I was.


I'm tired.


Tired of hiding, hoping, and healing.


Tired of listening, learning...letting.


I'm tired...I'm tired.



(deviantart.com)

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Et voilà!

No âmbito de uma investigação de uma Universidade, foi-me solicitado o preenchimento de um curioso questionário, a propósito do acesso às ATM's através do odor.


Nem sequer vou divagar por aqui pela quantidade de coisas que me passaram pela cabeça em relação ao modo como se faria a recolha do odor de cada pessoa e posterior identificação pelas máquinas, até porque o que me ocorre logo são as imagens do filme "O Perfume", baseado no livro de Patrick Süskind, e essas não são nada agradáveis.


Em nome do avanço da ciência e da tecnologia, e com alguma curiosidade até, lá fui respondendo ao dito questionário, que até nem era longo e como se pode ver, além de árabe, também estava escrito em inglês.


E no fim do questionário, voilà!




Como podem ver pelos resultados obtidos, a grande maioria dos inquiridos acha que faz todo o sentido uma máquina que nos identifica através do odor (a laranja), uma parte não tem opinião formada (a verde), e outros (a azul) não concordam com este tipo de identificação.

E para reconfirmar as nossas opções, basta inserir o email e palavra-passe, nos respectivos espaços.

Ainda bem que percebo "arabês"... senão, de que outra forma poderia eu interpretar os resultados???